"Quanto é o Onix?" é, sozinha, uma mensagem sem valor. Pode ser um comprador com o financiamento pré-aprovado ou um adolescente sonhando. A diferença entre a loja que converte e a que não converte está no que acontece nas cinco mensagens seguintes.
O objetivo da qualificação não é interrogar — é montar o resumo que permite ao consultor vender: quem é, o que quer, o que tem para dar, como paga e quando compra. Cada pergunta abaixo preenche uma dessas lacunas.
Pergunta 1 — Interesse e uso: "É esse modelo mesmo, ou está aberto a similares?"
O comprador que pergunta pelo Onix quase sempre está comprando "um hatch econômico até X mil", não aquele Onix. Confirmar o modelo e abrir para similares faz duas coisas: mede a rigidez da busca e multiplica as opções de venda. Quem responde "pode ser HB20 também" é comprador de categoria — mais fácil de converter do que o apaixonado por uma versão específica que sua loja talvez nem tenha na cor que ele quer.
Pergunta 2 — Troca: "Você tem algum veículo para dar na troca?"
A pergunta mais importante do roteiro, e a mais esquecida. A troca muda tudo: o valor real da negociação, a margem, e a temperatura do lead — quem descreve o carro da troca com detalhes (ano, km, único dono) já está se vendo dentro do carro novo. Registrar modelo, ano e quilometragem aqui poupa dez minutos do consultor depois.
Pergunta 3 — Pagamento: "Pensa em financiar ou à vista?"
Direta, sem pedir CPF, sem simular nada ainda. A resposta separa o fluxo: à vista acelera para a visita; financiado abre a segunda pergunta natural ("tem um valor de entrada em mente?"). É também o primeiro filtro honesto de viabilidade — e o dado que o F&I da loja mais agradece.
Pergunta 4 — Prazo: "Está comprando para agora ou pesquisando ainda?"
A pergunta que ninguém faz por medo de perder o lead — e que na prática o organiza. Quem diz "para agora" vira prioridade de minutos. Quem diz "pesquisando" não é lixo: é lead de nutrição, que merece um follow-up planejado na semana seguinte, não uma insistência hoje. Sem essa pergunta, o consultor trata os dois igual e erra com os dois.
Pergunta 5 — Visita: "Prefere ver o carro durante a semana ou no sábado?"
Note a construção: não é "quer agendar uma visita?" (que convida o "não"), é uma escolha entre duas opções positivas. A visita agendada é a conversão que importa no WhatsApp — carro se vende no pátio, com a chave na mão do cliente. Tudo antes disso é preparação.
A ordem importa: interesse → troca → pagamento → prazo → visita. Começar pelo pagamento assusta; terminar sem propor visita desperdiça. E nenhuma pergunta pede documento ou dado sensível — isso é etapa do consultor, com o cliente já engajado.
O problema não é saber as perguntas — é fazê-las sempre
Mostre este roteiro para seu time e a reação será: "a gente já faz isso". Verdade — às vezes. O gestor que auditar as últimas 50 conversas do WhatsApp da loja vai encontrar a realidade: a troca esquecida em metade delas, o prazo raramente perguntado, a visita proposta só quando o cliente insiste. Não por má vontade — por pressa, pico de movimento, conversa às 21h respondida no dia seguinte.
É aqui que a IA muda o jogo. Não porque pergunta melhor que seu melhor vendedor — mas porque pergunta igual, sempre, em segundos, a qualquer hora:
- Toda conversa segue o roteiro completo — nenhuma lacuna no resumo.
- O tom se adapta à conversa (ninguém recebe questionário; as perguntas entram no ritmo do cliente).
- Cada resposta vira dado estruturado no dashboard — não anotação perdida.
- O consultor recebe o lead com as cinco lacunas preenchidas e a visita encaminhada.
É esse roteiro que a AutoSaC.IA executa no WhatsApp da loja, 24 horas por dia, entregando a conversa pronta para o consultor humano fechar. Setup em 48 horas.
Teste na sua operação esta semana
- Abra as últimas 20 conversas do WhatsApp da loja.
- Para cada uma, marque quais das 5 perguntas foram feitas.
- Conte quantas conversas terminaram com visita proposta.
Se o resultado for "quase nenhuma completa", você não tem um problema de time — tem um processo que depende de memória e boa vontade em vez de sistema. E processo, diferente de talento, dá para automatizar.